Tuesday, September 22, 2009

Capítulo VII – O fim do livro está chegando

Durante a administração do Brasil colônia, as decisões por parte da Coroa estava igual ioiô. Vou ou não vou? As opções eram centralizar e descentralizar, centralizar e descentralizar. Centralizar a administração, para torná-la mais organizada e a descentralizar, para poder ocupar regiões pouco povoadas.

Depois que o ioiô do rei estragou, ele foi obrigado a tomar uma decisão concreta. Depois do governo geral, ele decidiu dividir a administração do Brasil em Governo do Norte e Governo do Sul. O Governo do Norte tinha sede na cidade de Salvador, enquanto o Governo do Sul tinha sede no Rio de Janeiro.

O rei novamente não estava satisfeito com o resultado dessa nova divisão. Pelo amor de Deus! Acho que esse cara realmente não nasceu para ser um administrador...nunca se contenta com nada! Por isso que o Brasil não vai pra frente. Não seria melhor se ele fizesse um projeto bem feito, levantando os pontos positivos e negativos dele?

Voltando à teoria do ioiô, o rei decide voltar o sistema de único governo em 1578, com sede em Salvador e governado por Lourenço da Veiga. Mas em 1580, o rei falece, acho que por tanto estresse acumulado, sem deixar nenhum herdeiro.

Sem herdeiros disponíveis no mercado a ocupar o cargo de rei de Portugal, o novo rei seria então Felipe II, rei da Espanha, por ser parente distante do falecido rei de Portugal. Ao tomar conhecimento dos acontecimentos, imediatamente o rei Felipe II invade e toma posse de Portugal. E como conseqüência, acaba tomando conta no nosso país também, já que éramos colônia de Portugal. Esse momento ficou conhecido como a União Ibérica. O domínio espanhol durou até o ano de 1640, quando D. João IV subiu ao trono português.

Como diz o título deste capítulo, o livro está chegando ao fim. Então, logo após o final da União Ibérica, entra em cena a economia açucareira, segunda atividade econômica brasileira que traz muitos lucros e desenvolvimentos à colônia. A primeira, como sabemos foi a extração do pau-brasil.

Então ficamos por aqui, com o resumo do descobrimento do Brasil.

Capítulo VI – O governo Geral

Então, em 1759 as capitanias hereditárias se aposentam e dão lugar ao governo geral. Mas por quê? Alguém perguntaria. Simples: as capitanias hereditárias estavam com problemas de saúde devido a sua idade, então criaram o governo geral.

O governo geral centralizaria a administração do país, ao contrário das capitanias que a descentralizava. Os comandos agora seriam de representantes da Coroa portuguesa, o que sempre foi na verdade.

Como sede do novo sistema administrativo a capitania da Bahia foi escolhida como primeira capital do país. “Ah sim, mas por que não Pernambuco ou São Vicente que foram as mais prósperas?” Bom, embora elas fossem as mais prósperas a capitania da Bahia era um ponto estratégico para os colonizadores. Situava-se no litoral, estava mais perto de Portugal, e sim, já havia certo desenvolvimento nela graças à exploração do pau-brasil, até a comunicação sem telefone seria facilitada. Então é isso. Bahia a primeira capital do país.

O governo geral sempre foi do estilo “proteger a terra dos ataques estrangeiros, incentivar a caça de metais preciosos, apoio à religião, luta contra indígenas revoltados com o sistema de vida moderno que eles ofereciam gratuitamente”. Não esquecendo, o governo tinha suas funções também. Tinham de comandar a defesa militar e contra gripe suína do país; controlar os cofres do país, que ficavam cada vez mais lotados; nomear funcionários da justiça e assim começar a criar um bando de advogados sem vergonha; e também indicar padres, sacerdotes e mais homens da igreja para comandar as igrejas.

Sinceramente, qualquer um ficaria maluco com tantas tarefas. Aí resolveram criar mais alguns cargos auxiliares do governador geral: o ouvidor-mor, que encarregava dos negócios da Justiça; o provedor-mor, que era mais conhecido como o ministro da fazenda e o capitão-mor, o coitado encarregado de cuidar da defesa do extenso litoral brasileiro.

Com o poder centralizado na Bahia, ficava difícil comandar todas as capitanias restantes por causa da distância (observação: o sistema das capitanias acabaram, ou seja, passar as terras de pai para filho, mas as capitanias, as divisões territoriais das capitanias, continuavam). Criaram então as Câmaras Municipais, que se encarregavam da administração local, das pequenas vilas por exemplo. Era controlada geralmente pelos homens-bons (proprietário de terra, de escravos ou de gado, residente na cidade, ou seja um cara muito rico). As câmaras municipais constituíam um dos mais poderosos órgãos de administração colonial, mas às vezes havia oposições entre as Câmaras Municipais e o poder central, o governo geral.

Como em todos sistema administrativo é preciso um administrador, certo? Os três primeiros administradores gerais do Brasil foram: Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá. Jogaram par ou ímpar e o vencedor para ocupar o primeiro “mandato” foi Tomé de Souza, que governou de 1549 a 1553. Foi durante seu governo que surgiu a primeira cidade brasileira, Salvador, teve início a pecuária e foram dados incentivos ao cultivo de cana de açúcar.

Depois foi a vez de Duarte da Costa, que governou de 1553 a 1558, durante seu governo, vieram vários jesuítas para o Brasil, que acabaram criando a vila de São Paulo e houve invasões de franceses e indígenas no Rio de Janeiro, criando um povoamento chamado de França Antártica.

Já no governo de Mem de Sá, 1558 a 1572, os franceses foram expulsos da cidade maravilhosa. Além disso, reuniu forças para lutar contra os indígenas revoltosos à colonização portuguesa, foi aí o início da destruição de diversas aldeias indígenas brasileiras.

Capítulo V – A invenção das Capitanias Hereditárias

Não sabemos de fato quem foi o grande cérebro inventor das Capitanias Hereditárias, mas o danadinho mostrou que a cabeça não serve só como suporte para chapéu. Oh, o plano era o seguinte: “por que não incentivar os próprios portugueses a investirem nas terras brasileiras? Poderíamos criar um novo sistema, onde o território fosse dividido em algumas faixas, que poderiam se chamar capitanias, que seriam comandadas por um capitão donatário. Esse capitão donatário seria responsável por cuidar e cultivar as terras brasileiras, que é claro, continuariam pertencendo a Portugal, eles só seriam subordinados a cuidar e povoa-la. Caso o capitão donatário morresse, as terras poderiam passar para seu filho mais velho, assim o sistema seria chamado de Capitanias Hereditárias! E aí, o que vocês acham?”. Atualmente isso se chamaria reforma agrária, mas como estamos alguns séculos na frente, esse sistema é aceitável.

Podemos dizer que as capitanias foram uma grande saída de emergência para os colonizadores. Não gastariam tanto, a única coisa que teriam que fazer é mandar algumas pessoas cuidar das terras...o rei nem sequer moveria um dedão do lugar!

Então, em meados de 1534 e 1536 o território Brasileiro foi dividido em quinze capitanias, comandadas por elementos da alta corte portuguesa, entre eles um grande homem de confiança, Martinho Afonso de Souza!

Quando a esmola é muita, até o santo desconfia! Disso todos sabemos, e como em um sistema sério de povoamento, de uma terra que já era povoada por seus habitantes nativos, haviam certa regras a seguir. Decidiram criar a Carta Foral, que eram a propina paga pelos colonos à coroa de tudo que produziam ou encontravam de precioso no território.

O sistema das capitanias foi ate bem por algum tempo, São Vicente e Pernambuco disputavam a liderança entre capitanias mais prósperas.

Mas, novamente, o destino se revoltou e fez as capitanias hereditárias caírem do cavalo. Vários problemas causaram sua demorada queda de quase duzentos anos. Os indígenas não ofereciam mais café para os colonizadores o que causou muita revolta entre eles. Os cofrinhos dos capitães donatários foram misteriosamente roubados, de uma vez só! Eles estavam duros. Ou seja, adeus adubo das plantações. Como não haviam celulares, telefones públicos (os famosos “orelhões” das famílias menos favorecidas pela bolsa família), e a Internet estava longe de ser inventada, a comunicação entre a colônia e Portugal estava com curto-circuito.

Mas olhando pelo lado bom, as capitanias deram uma mãozinha na formação das primeiras roças brasileiras, como São Vicente, Olinda, Porto Seguro, Ilhéus e Santos. Ainda, fizeram um favor para o rei de Portugal ao fazerem birra de posse para os que estrangeiros não entrassem em território nacional. Vocês tinham que ver a cara de Martinho Afonso de Souza, estava de desmamar bezerro, Hare Baba!

Agora, o próximo passo foi arrumar um trampo que centralizasse o poder nacional do Brasil colônia de Portugal. No próximo capítulo você vai entender direito.

Capítulo IV – O abandono do Brasil e da comédia do livro

O ano de 1500 pareceu ser um bom ano para os colonizadores, descobriram o Brasil, começaram a mandar navios e homens (obviamente) para explorarem o pau-brasil, o comércio no oriente prosperava cada vez mais... mas, como nem tudo na vida é um mar de rosas, nossa recém encontrada pátria teve um retardamento em seu processo de povoamento graças ao comércio das especiarias no oriente, que como disse, prosperava cada dia mais. A pimenta, o cravo, a canela nunca foram tão valioso quanto naquela época! E é claro, os ambiciosos portugueses não ficariam de fora dessa corrida, que se iniciou com o português Vasco da Gama no ano de 1497.

Então, durante os trinta primeiros anos de vida de nosso país, Portugal limitou-se a mandar algumas frotas para explorar o pau-brasil e para verificar a costa, construindo as feitorias, onde se armazenava as madeiras para sua segurança. O que na verdade não adiantou muito pois a costa brasileira era um pouco extensa e era freqüentemente atacada por um bando de franceses sem educação e alguns indígenas revoltados.

Mas como diz o ditado, achado não é roubado, povos de diversos lugares usaram esse lema ao começarem a invadir nosso território nesse período entre 1500 e 1530. O pau-brasil até que dava uma graninha extra, e como a fiscalização do território era fraca, esses povos começaram diversas invasões, se sentindo tão à vontade, como se estivessem na casa da sogra.

Os portugueses então começaram a abrir o olho com os ataques a mão armada dos estrangeiros. E no embalo dos acontecimentos, o comércio com o oriente já tava meio ultrapassado. A moda agora era encontrar territórios, colonizar pra valer! Foi aí que uma brilhante idéia surgiu na mente dos colonizadores.

Saturday, September 19, 2009

Capítulo III – A viagem

Naquela época, como na haviam mapas, rosa-do-vento, bússolas, e o GPS só seria inventado no século XXI, os bravos tripulantes dos doze navios emprestados por D. Manuel, lembraram-se dos temíveis monstros dor mar que todos diziam estar na costa africana. Foi quando o medo falou mais alto e decidiram virar para a direita, a continuar seguindo o ‘Caminho das Índias’.

Após longos torturantes meses de navegação, Pedro A. Cabral já não agüentava mais Pero Vaz de Caminha dizer em seu ouvido: “Tá chegando?, Tá chegando?”. Para a sorte de seus tímpanos, no dia vinte e um de abril de 1500 avistaram os primeiros sinais de terra brasileira, o Monte Pascoal.

Mas, por uma ironia do destino, Pero Vaz quis reviver os velhos tempos ao lado de Pedrão e resolveram fazer uma paradinha para dar aquela pescada, já haviam encontrado o Brasil mesmo, por que não parar para alguns momentos de lazer? E assim, a ‘grande descoberta’ foi adiada para o dia seguinte, dia vinte e dois de abril de 1500.

Então, somente no dia vinte e dois de abril de 1500, o navio encosta na costa brasileira e nossa pátria amada, idolatrada, fora ‘descoberta’. Nos próximos dias, os navios então ancoram na Bahia, e acontecem os primeiros passos à ‘exploração para o conhecimento do território’.

A terra era o verdadeiro paraíso para os recém chegados. A mata, o mar, o céu, o clima! O novo continente realmente soube agradar os colonizadores, tudo era novo, tudo era diferente, encontraram também uma madeira muito conhecida na Europa, que usavam na fabricação de produtos para tingir tecidos, tinha cor avermelhada. Como as terras que encontraram acabaram se chamando Brasil, não deu outra, a madeira vermelha então era o pau-brasil.

Durante os primeiros dias também, houve o inesperado contato com os nativos, que eles nunca imaginariam que encontrariam ali. Mais tarde, os nativos foram então chamados carinhosamente de índios, pelo fato dos portugueses terem cortado caminho pelo lado errado e pensarem que haviam chegado nas Índias. Eles também adoraram as ‘índias’ que encontraram no novo continente, aposto.

Então, ao encontrarem os primeiros residentes brasileiros, camuflados no pau-brasil, Pedro A. Cabral se lembrou que não sabia falar Tupi. Mas, como que por uma travessura do destino, algo estranho aconteceu:

__ RÀU, imigrantes! – disse um nativo.

‘Inacreditável!’ Pensou Pedro A. Cabral, ‘mal encontramos o Brasil e já simpatizamos com os nativos! E ainda falam nossa língua, acho que vou jogar na loteria!!’. Os portugueses realmente não faziam idéia dos benefícios que aquela “amizade da onça” traria no futuro, principalmente na exploração do pau-brasil e da cana de açúcar (mesmo que esta última tenha sido explorada mais pelos africanos, os índios também tiveram uma pequena participação).
__ É um grande prazer tê-los em nossa residência colonizadores. Não gostariam de entrar e tomar uma xícara de café?
__ Não seria muito incomodo? – disse Pedro A. Cabral
__ Claro que não, entrem!
__ Posso ir junto Pedro? – perguntou Pero Vaz
__ Claro que não, prometi para D. Manuel que você lhe escreveria uma carta contando como é o Brasil, então é melhor você ficar e começar a escrever...

Foram então tomar café no cafofo dos indígenas Pedro A. Cabral, Nicolau Coelho, Afonso Lopes, Afonso Ribeiro e mais alguns participantes da ‘grande descoberta’. Desgostoso da vida, Pero Vaz de Caminha foi cumprir sua dívida com a história. Parou debaixo de um pé de coco e começou a relatar o novo mundo, que será resumido a seguir, em sua famosa ‘Carta de Pero Vaz de Caminha’. Então, aqui está um trecho da famosa ‘Carta de Pero Vaz de Caminha’:

“Senhor,

posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer!

Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu.

Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado.
E portanto, Senhor, do que hei de falar começo:
E digo quê:

A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, a saber da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.
[...]
Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz!

[...] ”

Esta parte da famosa ‘Carta de Pero Vaz de Caminha’ então, teve seus dias contados no novo mundo . No dia primeiro de maio de 1500 o navio pombo-correio Gaspar de Lemos retorna a Lisboa, levando a tal carta para seu privilegiado destinatário, D. Manuel. Enquanto isso, os outros onze navios restantes caem n’água novamente para seu antigo destino, o ‘Caminho das Índias’.

Tuesday, September 15, 2009

Capítulo II – Com o pé na estrada

Como estamos falando do descobrimento do Brasil, vamos para a parte que interessa.

O dia da ‘grande partida’ estava chegando e a vida mansa de Pedro Álvares Cabral também estava chegando, mas ao fim. Certo dia então, o espírito do descobrimento baixou nele, foi quando resolveu procurar D. Manuel e ter uma conversa de homem para homem:

__ D. Manuel, não sei se vossa majestade se lembra, mas hoje é dia dois de março de 1500 e até agora não tem nenhum navio pronto para a ‘grande partida’ que entrará para a história!
__ Ah sim! Semana de ir para as Índias...
__ Índias? Raciocina um pouco D. Manuel, daqui a uma semana temos que embarcar para descobrir o Brasil, lembra? Dia nove de abril de 1500, dia da ‘grande partida’! Vossa majestade acha que assinamos o Tratado de Tordesilhas pra que? Terras encontradas a oeste pertencem à Espanha, terras encontradas a leste pertencem à Portugal, e caso eu não esteja geograficamente errado, o Brasil fica a leste. Então, os navios saem ou não?
__Claro, mas tome muito cuidado com os navios do papai, você sabe o quanto eles eram importantes para ele, devido à aquele trauma de infância que papai teve por não ter naviozinhos...
Pedro sabia que aquilo ia longe demais pois sempre que começava a falar dos traumas de sua família, D. Manuel se emocionava a tal ponto de ficar boa parte do dia tentando comover as pessoas a sua volta, o que não sabia era que o efeito era totalmente contrário. Então, Pedro cortou o mal pela raiz:
__ Tudo bem D. Manuel, já vou saindo então pois tenho pouco tempo para preparar os navios e a tripulação, e como combinado, marcar a ‘grande partida’ para o dia nove de março de 1500. Quando chegar lá vou pedir a Pero Vaz de Caminha para lhe escrever uma carta!

Graças ao consentimento de D. Manuel então, o mais novo incentivador da navegação portuguesa, uma expedição é enviada para as Índias, no dia nove de março de 1500. Deixe-me explicar: a expedição era para as famosas Índias, a galinha dos ovos de ouro da época, mas haviam rumores de que os portugueses já tinham conhecimento das terras onde você leitor está agora, o Brasil (por isso o interesse em ampliar o Tratado de Tordesilhas). Então não pense que a conversa entre Pedro A. Cabral e D. Manuel foi estranha não, cremos que eles já sabiam disso desde o inicio o livro.

Saturday, September 12, 2009

Capítulo I - O princípio

Era uma vez, em um reino tão, tão distante, um rei chamado D. Fernando. O tal reino tão,tão distante era o que hoje chamamos de Portugal.

Por uma ironia do destino o pobre rico rei D. Fernando, de quem não vamos falar muito, falece em 1383. Quem assume o trono então é D. Leonora Teles, com um papel de regente. Graças à famosa hereditariedade (lembre-se das capitanias hereditárias, que passavam de pai para filho) a espertinha D. Leonora queria passar o trono para sua filha, Beatriz.

Mais uma vez o ‘destino irônico’ entra em ação, mas desta vez para acabar com a alegria de D. Leonora. Ao descobrirem os planos da nossa querida regente, os comerciantes e banqueiros portugueses, cada vez mais movidos pelo capitalismo, reivindicaram seus interesses, para que o reino não caísse em “mãos estrangeiras”, ou talvez pelo machismo da época de serem liderados por uma mulher, indicando então D. João, que era irmão bastardo de D. Fernando, para rei de Portugal.

Um pouco mais pra frente da história, a funerária entra em cena com a morte de D. João. Alguém arrisca palpite de quem o substituiu? Novidade: Seu filho, D. Henrique! (Todos: OOOOH!)

D. Henrique então, graças a seu sério trauma de infância de não possuir naviozinhos e somente carrinhos para brincar com o filho da escrava, decidiu realizar seu sonho, e fundou a famosa e que ninguém mais se lembra Escola de Saques, que incentivava e formava a marinha portuguesa.

De novo, novamente, a morte bate na porta. O infeliz era o não mais traumatizado D. Henrique:
__ Quem é?
__ É a morte...
__ “Não adianta bater que eu não deixo você entrar...”
__ Segundo minha lista de hereditariedade o próximo é você, não tem jeito não...
Como já era de se esperar, a morte conseguiu entrar. Até rimou! Bom, voltando à história, D. Manuel assumiu o trono e assumindo também as dores do pai, continuou a incentivar as navegações portuguesas.